DR. PAULO ROBERTO SILVEIRA

VIVO DE AJUDAR AS PESSOAS  A AMENIZAREM  OS SOFRIMENTOS  DO CORPO E DA ALMA.

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TRATAMENTO FITOTERAPICO DA ESCLEROSE AMIOTROFICA LATERAL
TRATAMENTO FITOTERAPICO DA ESCLEROSE AMIOTROFICA LATERAL


Fórmula 1:
HIDROXI METIL BUTIRATO: em se tratando de um metabólito do aminoácido L-LEUCINA, um dos três componentes dos BCAA (branched chain aminoacids), como sabemos serem aminoácidos essenciais, não produzidos no corpo humano, de grande importância para o metabolismo bioenergético do músculo esquelético, uma vez que todos os três:
L-Leucina
L-Isoleucina
L-Valina
São convertidos para metabólitos com acesso ao ciclo de Krebs (acetil ou acetoacetato) e podem, assim, suprir as necessidades energéticas do músculo. Nas miopatias, especialmente as que envolvem danos aos neurônios motores, é essencial suprir o músculo com doses extras de BCAA, além das normalmente obtidas com a alimentação, além de preservar o tecido muscular do processo degenerativo inerente à esclerose multipla.
Um método que vem se mostrando de grande utilidade nesses casos, conforme diversas pesquisas publicadas, é a administração do metabólito da L-LEUCINA, o HIDROXI METIL BUTIRATO. Com sua administração o músculo recebe a informação de que existe um processo degenerativo em curos, com acelerado catabolismo dos BCAA, especificamente aqui, do aminoácido L-LEUCINA, o mais importante entre os três desse grupo, já que pode ser convertido em energia (ATP) para o músculo no menor prazo.

A administração do HIDROXI METIL BUTIRATO, conhecido pela sigla HMB, pode, de fato, preservar o músculo desse processo degenerativo muscular, trazendo o benefício de manter a estrutura da fibra muscular em melhores condições.

Alguns estudos que suportam e indicam o uso de HMB nas doenças musculares, incluindo degenerações do neurônio motor:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27302563
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27265181
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27188901
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27887984
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27073170

Verifica-se pela consulta à literatura médico-científica, que aliás é muito mais ampla do que os exemplos apresentados, que o HMB tem consolidada indicação nas doenças que afetam o metabolismo muscular, conforme avaliação em animais de laboratório e também em seres humanos.

COENZIMA Q-10: trata-se de um intermediário na síntese da energia celular, ocorrida basicamente na mitocôndria, responsável pela manutenção da homeostase mitocondrial, com alto poder antioxidante, capaz de evitar o acúmulo das espécies ativas do oxigênio geradas na cadeia respiratória mitocondrial. É a base do complexo III da mitocôndria, juntamente com UBIQUINOL (sua forma reduzida):
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Assim, é de vital importância nos processos patológicos que envolvam danos às estruturas musculares, déficits bioenergéticos e sobrecarga mitocondrial, a suplementação com COENZIMA Q10, que, embora produzida no corpo humano, nem sempre está disponível em concentrações satisfatórias, especialmente nas doenças degenerativas musculares. A amplo espectro de pesquisas publicadas com a administração de Coenzima Q-10 abrange, também, graves síndromes genéticas, com síndrome de Down, onde sua suplementação está sendo considerada benéfica (link abaixo)
Algumas pesquisas recém publicadas que valorizam o uso da COENZIMA Q-10 nas doenças musculares degenerativas, onde se insere a ESCLEROSE AMIOTRÓFICA LATERAL apresentada, segundo diagnóstico médico:
http://journals.plos.org/plosone/article/file?id=10.1371/journal.pone.0167124&type=printable
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27935074
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27770619
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27693857

BENFOTIAMINA: este 3º componente da fórmula 1 é uma das estratégicas armas terapêuticas nas doenças musculares, uma vez que fornece quantidades extras de vitamina B1 (tiamina) aos tecidos protegidos por barreira lipoproteica. Como sabemos, a vitamina B1 é hidrossolúvel e tem acesso restrito ao meio hidrofílico celular. Através de pequenas modificações em sua estrutura molecular, os cientistas produziram uma alternativa lipossolúvel parcial à estrutura da vitamina B1, aumentando a resposta nas membranas celulares.
Algumas das muitas publicações com essa forma híbrida da vitamina B1 na área neurológica, incluindo cognição, metabolismo muscular e performance motora:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27825907
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27707509


Fórmula 2:
CREATINA MONOHIDRATADA: a creatina é um composto biológico obtido pelo catabolismo do aminoácido L-ARGININA. Sendo um composto natural, tem funções muito importantes no organismo, destacando-se a sua capacidade de regeneração do ATP, a partir dos nucletídeos ADP e AMP.
Nas doenças degenerativas musculares, como na ESCLEROSE AMIOTRÓFICA, a oferta de ATP diminui bastante nas células musculares, havendo acúmulo de AMP, um sinal crítico para a sobrevivência celular, já que a perda do último grupamento fosfato do nucleotídeo ADENOSINA causa grandes prejuízos ao metabolismo bioenergético.
Nesse contexto, o papel da CREATINA é tão somente, mas de vital importância, a reposição dos grupamentos fosfato aos nucleotídeos intermediários, ADP e AMP. A suplementação com CREATINA aumenta sobremaneira a capacidade do músculo em regenerar o ATP, o principal combustível bioenergético, responsável pela contração muscular voluntária e involuntária, tanto em músculo esquelético e músculo liso, e o mais importante: em via anaeróbia, ou seja, não dependendo para tanto do oxigênio. Vale ressaltar que o outro mecanismo de regeneração do ATP estabelecido na mitocôndria depende do oxigênio (NADP/NADPH). Estudos publicados com a CREATINA no campo das ciências neurológicas, indicando sua adequação para uso nos casos das degenerações cognitivas e motoras:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27890303
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27714631
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27345702
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27450651


Fórmula 3:
TURMERIC: também conhecido como CURCUMIN, é extraído da planta Curcuma longa. Com certeza um dos mais importantes fitoterápicos no campo da neuroproteção, indicado em todos os processos neurodegenerativos, motores e cognitivos, devido à sua elevada potência antioxidante e capacidade de dispersão no delicado tecido lipoproteico constituinte dos nervos, incluindo à sua estrutura protetora, a mielina.
Alguns das centenas de estudos com curcumin/turmeric no campo da neurologia:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4479810/pdf/en-24-139.pdf
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3577101/pdf/aws299.pdf
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2929771/?report=printable
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27889433
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27638428


LUTEOLINA e APIGENINA: são nutracêuticos do grupo dos flavonóides, grupo este reconhecido como um fator para a sobrevivência celular e na modulação epigenética, dotando os seres vivos de elevada capacidade de adaptação ao meio. Os flavonóides já estavam presente em organismos vivos há 3 milhões de anos atrás, conforme identificado em fóssil de ouriço do mar. Hoje, os estudos sobre flavonóides estão mostrando sua capacidade de proteger os telômeros, estruturas terminais dos genes, aumentando a possibilidade de as células sobreviverem mais tempo e com menos danos ao DNA.
No campo neurológico os flavonóides estão demonstrando, igualmente, possuírem elevado poder de manter a higidez neuromolecular, preservando estruturas sinápticas, axonais e dendríticas.
Estudos com LUTEOLINA e APIGENINA, flavonóides encontrados em frutas e vegetais, mostram excelente desempenho na neuroproteção, indicando sua suplementação nas síndromes neurológicas degenerativas, motoras (ELA) e cognitivas.
Alguns estudos publicados
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27423516
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27185356
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4838167/pdf/mmr-13-05-4215.pdf

EPIGALATO DE CATEQUINA: um composto biológico presente em vários fitoterápicos (C. sinensis, G. biloba) com marcante atuação antioxidante e neuroprotetora. Há estudos recentes demonstrando sua capacidade de preservação do tecido cerebral, inibindo o processo de precipitação amilóide.
Alguns estudos publicados:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27889855
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27364962
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26647963
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4673403/pdf/srep17896.pdf

CICLO B-DEXTRINA: excipiente que melhora absorção dos flavonóides.

Fórmula 4:
DHA/EPA purificadas: os dois mais importantes ácidos graxos essenciais que respondem pela regeneração tecidual nas fibras nervosas, sinapses e membrana neuronal. O cérebro humano, de todos os estudados no Reino Animal, é o que possui privilegiadas e elevadas concentrações de DHA (ácido docosa hexanóico). A suplementação com DHA/EPA é fundamental em todos os tratamentos de caráter neurológico, dado serem eles as principais matérias primas necessárias ao organismo no refazimento de fibras nervosa, axônios, dendritos e membrana neuronal.
Estudos publicados:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26586023
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26763196
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25444517
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5071983/pdf/jcdr-10-OC01.pdf
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4297559/pdf/nihms645337.pdf
PAULO ROBERTO SILVEIRA
Enviado por PAULO ROBERTO SILVEIRA em 21/03/2017
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